No início ele não sabia, aquela era uma nereida. Metade mulher, metade peixe, de longos cabelos entrelaçados por pérolas. Sua beleza ofuscava as ameaças. Mais alguns instantes e ela dominaria seu coração e nunca mais ele seria livre como antes. Ele decidiu ficar e iniciou o mergulho que lhe tomaria a respiração para sempre.
Porém, quando se entregou ao oceano, viu que era feito de ar e que era de liberdade que a nereida se nutria, da liberdade que ele teria que abandonar. Em um impulso emergiu, recobrou o fôlego e nadou em direção à embarcação. Perdia a nereida, ganhava a si mesmo.