Era tarde demais para dormir e cedo demais para acordar. Ele não conseguia saber se era ontem ou amanhã. Abriu uma gaveta na mesa do escritório, sem fazer barulho para que ninguém mais da casa despertasse, entrando na nuvem suspensa da madrugada.
Era ali que guardava o bilhete do pai, que dizia: “Faça o que diz seu coração, mesmo que ele pareça conduzi-lo ao caos. Lembra sempre, filho, que em todo caos há um atrator de ordem”.
Seu pai foi a pessoa mais pacífica e feliz que conheceu. Sem qualquer ambição chegou muito mais longe do que poderia sequer imaginar. Num tempo sem GPS, certamente seu coração tinha o mapa.
19/05/2010 às 16:19 |
Lindo!|
Obrigada pelas suas palavras que, de algum modo especial, ecoaram em mim…
Meu nome é igual ao seu,
sou,
Carla Furtado
(Ou Imitação da Vida, pseudónimo)
20/05/2010 às 12:15 |
Cara Carla,
Não deve ser à toa que duas pessoas com o mesmo nome se encontram. Fiquei muito feliz com suas palavras, sinta-se sempre bem-vinda.